
A reformula parte de estruturas pré- existentes para revisitar o passado não como ponto final, mas como um meio para o futuro.
Agir para sustentar a ideia de que peças de design e materiais já utilizados — e em algum momento descartados — podem e devem coexistir em harmonia estética e ambiental.
Ao pensar a moda em fricção com o fluxo acelerado das tendências, a reformula propõe a ampliação do ciclo de vida de peças anteriormente relegadas ao desuso. A construção de novas silhuetas a partir do trabalho prévio de outros costureiros e designers opera como gesto de reverência e continuidade, ativando saberes, técnicas e temporalidades para a criação de um outro universo estético
Nesse percurso, a roupa é compreendida como matéria viva e impermanente, disponível a sucessivos ciclos de reuso, releitura e reconfiguração.
As marcas, manchas e sinais inscritos nessas roupas são preservados e valorizados por constituírem a memória material de seus percursos. Em oposição ao fluxo hegemônico do mercado, a reformula sustenta como filosofia a construção de outra lógica de consumo — fundada no princípio de repensar, recriar e, por fim, reformular.